domingo, 21 de junho de 2009

Madeira x Polímero x Vidro?


Trago um comentário realizado em outro blog pelo prof. Alexandre Reis. Que responde o porque de cada material, sua utilização e cuidados.

A dúvida existente em torno do que é mais higiênico tábuas de corte em vidro, madeira ou polímero? Incrivelmente as tábuas de madeira são realmente as mais indicadas se a intenção for conter a proliferação das colônias de bactérias.

"Por característica as madeiras e os polímeros em especial o polietileno de alta densidade – PEHD e o Polipropileno – PP, encontrado na maioria das tabuas de corte, são matérias de baixa resistência à abrasão e ao corte, ou seja, com o trabalho de esponjas e facas resultam em superfícies repletas de sulcos que permitem o acúmulo de água e material orgânico, necessários para a proliferação de colônias de bactérias.

Contudo, madeira e plástico possuem uma diferença, o plástico é praticamente impermeável, ou seja, quase não absorve a umidade e o que leigamente possa parecer bom, na verdade é péssimo neste caso. Uma tábua de plástico que usamos, possui fissuras do próprio uso, algumas visualmente evidentes e outras nem tanto, até mesmo microscópicas, mas que para as bactérias são como se fossem o Grand Canyon para nós. Nossos panos de prato não são suficientes para secá-las e o tempo necessário para a secagem natural é mais do que o suficiente para uma explosão populacional bacteriana.

Por outro lado, a madeira é um material naturalmente poroso e portanto higroscópico, absorvendo e perdendo umidade constantemente. Com isso a madeira permite que por capilaridade absorva a água, que conduz as bactérias e quando essa água se vai, as bactérias ficam em seu interior, numa chamada viagem sem volta, o bom disso é que as bactérias não sobrevivem neste ambiente de pouca umidade e baixa oxigenação, assim, as bactérias ficam "sepultadas" no interior da madeira.

Geralmente, as tábuas de madeira são destratadas por, quando do uso inadequado, apresentarem manchas negras ou esverdeadas, mas isso se dá com madeiras excessivamente moles como o pinus e quando em ambientes muito úmidos, impedindo que sequem adequadamente. Mas estas manchas não são bactérias, são musgos e fungos. Claro que se ficarem constantemente úmidas serão um prato cheio para bactérias.

Você pode usar tábua de plástico se quiser, mas também deverá ter alguns cuidados, como lavá-la bem e submergí-la em uma solução de cloro (água sanitária) por algum tempo, depois deixá-la secar, mas acho que você não vai gostar do sabor dos alimentos preparados sobre ela depois.

Outro erro é acreditar que tábuas de material vitro-cerâmico são mais higiênicas. E que engano, pois ao contrário de madeira e plástico, os materiais vítreos ou vitrificados possuem superfície lisa e impermeável, ótimo para a limpeza, mas basta uma simples gotinha d`água, um respingo, para contaminá-la e pior, por ser lisa, não porosa, assim possuindo uma área superficial menor, permitirá uma rápida proliferação bacteriana, o que era uma única gotícula se transforma numa única e gigante colônia de bactérias, atingindo toda a superfície da tábua, aparentemente limpa e asseada, mas brutalmente contaminada. Além disso, não há faca que suporte uma superfície dura como essa.

Por fim, se estivéssemos falando de salas cirúrgicas, a história seria outra, pois superfícies lisas e impermeáveis são boas para a higienização, mas por meio de produtos esterilizantes, produtos que de modo geral não vão bem nas cozinhas, ao menos que você opte por substituir os sabores e aromas de ervas, verduras, legumes, cereais e carnes por aqueles agradáveis aromas e sabores de hospitais e laboratórios.

De qualquer forma, a questão não é a bactéria em si, se fosse não sobreviveríamos a nada, a questão é conter a proliferação de colônias e principalmente, evitar ambiente propícios a determinadas bactérias que não são assim tão comuns. Por isso, o mais importante é evitar utilizar uma mesma tábua para preparo de alimentos que serão cozidos e de alimentos que serão consumidos crus, só isso é o suficiente para reduzir enormemente o perigo de contaminação.Consideremos ainda o uso consagrado da madeira como superfície para preparo de alimentos na história da civilização humana, se fosse ruim e inadequada, certamente teria sido há muito tempo substituída por pedras ou outros materiais.

Outra questão para refletirmos: quem realmente teria condições econômicas favoráveis para financiar testes laboratoriais, de metodologia duvidosa, para iniciar campanhas mercadológicas, senão as grandes indústrias do plástico ao contrário dos pequenos e quase sempre artesãos produtores de tábuas de corte em madeira?"

A escolha deste utensílio doméstico fica a cargo de cada um, o importante é manter higienizado o local de preparo e consumo de alimentos, além de sempre substituir as tabuas de corte conforme a necessidade de cada material.

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O Blog MaterioDesign ganha um novo colaborador


O blog MaterioDesign ganha a colaboração do Designer Industrial Artur Caron Mottin, sócio da Mós Design, empresa estabelecida na Incubadora de Design da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG.

Artur Mottin é um Jovem designer que se destaca pela sua competência e perspicácia. Nascido no Rio Grande do Sul e vivendo em Florianópolis–SC, partiu para Belo Horizonte para estudar design industrial na Escola de Design da UEMG, uma das melhores escolas de design do Brasil. Deixou sua família e a paixão pelo surf nas belas praias catarinenses para se dedicar aos seus estudos e fazer carreira no seu escritório, no qual é sócio de Pedro Nascimento (nascido em Sete Lagoas-MG), colega de classe e que igualmente viajado, deixa Porto Velho-RO, onde morava, para se dedicar aos estudos em Minas Gerais. Juntos fundaram a Mós Design.

Artur Caron Mottin é Bacharel em Design de Produtos pela Escola de Design da UEMG, e vem se dedicando junto a Mós Design, a desenvolver estudos e projetos nas áreas ligadas a indústria de alimentos através do desenvolvimento de produtos para o preparo e consumo de alimentos, embalagens, pontos de venda, houseware e estudo de materiais e processos que agreguem valor a esses segmentos de mercado.

Vem contribuir trazendo novidades e estudos de casos de produtos e processos para os mais variados segmentos de mercado, buscando trazer informações e mostrar como o design e a ciência dos materiais estão altamente ligados ao design industrial.

WebSite : www.mosdesign.com.br
Mós Design Blog: www.mosdesign.com.br/blog

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sábado, 20 de junho de 2009

16ª Paralela Gift cita o Blog MaterioDesign


A 16ª Paralela Gift cita o Blog MaterioDesign como um dos canais de divulgação do evento na Web em seu Clipping – Galeria de fotos e notícias. O Blog MaterioDesign agradece a citação e se coloca à disposição para a divulgação e o repasse de informações pertinentes a cultura do design. Obrigado Paralela Gift.

“A Paralela Gift é uma feira de negócio destinado a lojistas e profissionais da área. Nesta feira semestral de produtos contemporâneos, designers lançam suas últimas coleções, sempre com o cuidado na originalidade de suas criações.

O projeto Paralela Gift foi idealizado em 2001 por Marisa Ota, formada em Comunicação Visual. Atualmente é proprietária de uma loja de design em São Paulo, e faz curadoria de eventos e exposições ligados ao vasto e rico universo do design.

Este olhar refinado e criterioso faz a seleção dos designers que compõe a Paralela Gift, proporcionando ao lojista o mais original e sofisticado dos produtos contemporâneos a serem apresentados ao mercado” – Paralela Gift (21/06/09).


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nanotecnologia, uma ciência Multidisciplinar


Do dia 9 ao dia 11 de junho de 2009, participei de um Fórum de pesquisadores na área de tecnologia e emprego de materiais em Torino, Itália; NanoForum 2009 Torino.

Felizmente pude constatar que o Brasil se encontra ativo e próspero nesse setor, chegando a estar muito bem equiparado ao nível de pesquisas Européias, visto que a globalização e o rápido acesso a informações estão sendo o grande canal para esse equilíbrio, bem como as constantes trocas de conhecimentos entre centro de pesquisas internacionais.

É evidente que a recente ciência da nanotecnologia tem como grande característica a atuação de pesquisadores que envolvem a fronteira da multidisciplinaridade, envolvendo áreas e profissionais da física, biofísica, medicina, engenharias (principalmente de materiais), química, biologia e design industrial. Hoje a nanotecnologia é, sem nenhuma sombra de dúvidas, um dos tópicos mais discutidos no meio tecnológico, envolvendo desde aplicações em materiais compósitos, passando pela micro-mecânica (MEMS) e chegando, diria definitivamente, à medicina. É um longo percurso, muitos anos de estudos, e em constante e infinita evolução.

Uma grande empresa, um centro de pesquisa, ou governo que pretende investir no setor de pesquisa em nanotecnologia, deve ter a consciência que seu estudo e aplicação ainda estão em evolução, ou seja, grandes investimentos por longos períodos, anos de pesquisa e aperfeiçoamento. Para atingir os patamares de confiabilidade, segurança e produção, afim de se estabelecer a chamada Pesquisa, desenvolvimento & Inovação, PD&I. Podemos dizer que é necessário um alto investimento e muita paciência. Necessitamos de resolver problemas em um universo pouco explorado, onde a escala e as condições são ainda bastante desconhecidas. A exemplo, a resolução de robôs eletro-micro-mecânicos aplicados à cirurgias minimamente invasivas, problemas de tensão superficial e precisão da produção de seus componentes. Para cada problema entendido e resolvido, surgem outras dezenas de problemas a entender e a resolver.

Tente imaginas como um sub-marino pequeno funciona, sua forma, seu sistema de propulsão, etc. Agora tente reduzir o mesmo sub-marino a escala macroscópica (ainda não podemos falar e escala nanoscópica para esse caso), 10mm por exemplo. Percebe que a o seu sistema de propulsão não vai funcionar! A tensão superficial da água muda toda a relação que conhecemos normalmente para esse fim. Percebe que sua forma pode não ser adequada a esse novo universo? A nanotecnologia envolve a criação e manipulação de partículas na escala do nanômetro (bilionésima parte do metro). É tipicamente o tamanho de uma molécula pequena. Para que se tenha uma idéia, os átomos têm dimensões de aproximadamente 0,1 a 0,4 nm. Um vírus tem de 10 a 100 nm. A natureza em sua grande infinidade já desenvolveu milhares de estruturas, em sua fauna e flora para se adaptar a este universo, e é nela que a bionanotecnologia tem se inspirado para desenvolver novos conceitos.



Podemos dizer que a nanotecnologia possibilita reinventarmos o que já conhecemos. Podemos reaplicar esses conhecimentos naquilo que poderemos desenvolver ou produzir em termos de aprimoramento tecnológico. O envolvimento multidisciplinar e a manufatura de produtos na escala nanométrica, onde os materiais exibem propriedades extraordinárias com aplicações inovadoras, propõe um universo de aquisições ilimitadas. Pesquisadores e centros de pesquisa estão desenvolvendo aplicações em parcerias com empresas que começam a produzir e a comercializar novos fármacos, dispositivos semicondutores, polímeros, compósitos e ligas, novas soluções para problemas energéticos, novas soluções para a agricultura, etc.

Essa grande onda de pesquisa e transformação vem fazendo com que empresas, legisladores, acadêmicos e financistas estejam permanentemente discutindo os aspectos legais, éticos, comerciais, de propriedade intelectual, metrológicos e políticos. Muitas coisas estão a ser resolvidas na aplicação de nanoestruturas e seus impactos, principalmente a saúde humana. A nanotecnologia ainda é um universo a ser continuamente estudado.


domingo, 24 de maio de 2009

Mercedes-Tesla, acordo "elétrico"


O futuro com um automóvel elétrico e a mobilidade limpa já estão próximos. A Europa , Estados Unidos e Ásia já dão sinais de competitividade nesse segmento, sempre muito interessante no campo da tecnologia e design. Já são vários protagonistas da chamada “emissão zero” e é o assunto em pauta de projetos da maioria das montadoras mundiais, a exemplo, Renaul-Nissan que tenta sair à frente com a sua antecipação no mercado no próximo ano. Atualmente vemos um acordo muito interessante entre uma grande montadora e uma pequena empresa: Daimler AG (Mercedes) revelou uma cota societária, cerca de 10% da Tesla Motors Inc., sociedade californiana criada por Elon Musk (PayPal) e pelos fundadores do Google, Sergey Brin e Lawrence Page. Trata-se da criação de um roadster esportivo, modelo S. São os únicos construtores e distribuidores na America do Norte e na Europa de um veículo positivamente desenvolvido para longo percurso.



Temos uma boa história a ser escrita nos próximos meses... A união de uma Grande montadora, com uma história de glórias e impecáveis projetos e tecnologia de motores e um jovem empresa de três empresários do ramo da web. Isso não lembra outros casamentos bem sucedidos? O fato e que é, no mínimo curioso a participação de cabeças de jovens empreendedores em um mercado tradicional e muito restrito. O que a PayPal e Google podem ter em comum com a Mercedes? Façam suas próprias criticas!

Design & Tendências

Como um ramo ou galho de árvore, é assim a Vegetal Chair, ou a “cadeira vegetal” desenhada pelos Irmãos Bouroullec e desenvolvida pelos laboratórios da Vitra.


Design orgânico e resultado poético... Uma campanha que tem ao centro a dedicação à cultura da inovação, segundo o Jornal New York Times. A cadeira desenhada pelos Irmãos franceses Ronan e Erwin Bouroullec foi apresentada no Salone Del Móbile di Milano 2009 pela sua produtora a Vitra, que em seu conceito de “design inovativo” é justificado pelo uso de novas tecnologias podem ser desenvolvidas e aplicadas em novos produtos para que sejam melhores que os produtos já existentes.



Um discurso muito feliz apesar do resultado,pouco impactante. Na realidade passamos a faze dos chamados produtos “naturebas”, produtos verdes, eco-design. Agora falamos em produtos melhores, com tecnologia limpa e materiais tecnologicamente desenvolvidos para esse fim. Pensar racionalmente e criativamente ainda é muito difícil, pois na realidade, o designer tem que conhecer os materiais e seu potencial para verdadeiramente propor a inovação, digamos, formal e tecnológica. Mas na condição de mediador multidisciplinar, o design inteligente pode e faz excelentes projetos com igual valor em produtos. Em fim, saímos da era dos produtos ecologicamente corretos e estamos entrando na era dos produtos inteligentes e do design real; conhecimento e criatividade para o bem estar humano e social, afinal, não é esse o nosso princípio!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bike de Viajandão - "Eco-design"!?


Dono de uma microempresa do ramo de artigos de proteção contra o fogo, Milton já trabalhou como mecânico de motores de aviões no AeroClube de Rio Claro, por volta de 1990. Parte de sua inspiração para inventar a bicicleta de bambu se deve a esta experiência, já que o design do quadro de sua bicicleta é baseado numa seção de asa de avião. Para que sua criação atingisse a resistência necessária foram-se meses de tentativas e erros. O fundamental para o êxito é a escolha certa do bambu a ser usado. Por ser um material muito susctível a intempéries, o ideal é empregar o bambu envelhecido. O acabamento das junções do quadro é feito com resina plástica laminada. Milton porém é cauteloso e não revela muita coisa de sua invenção. A bicicleta foi montada com base nas informações de um anônimo pesacdor já falecido: "Eu havia combinado com um senhor para que ele cortasse o bambu para mim e aconteceu dele falhar no compromisso. Assim que dobrei a esquina encontrie os bambus entulhados em um terreno" , comenta. Segundo o artesão o corte do bambu só pode ser feito na lua minguante e em mês que não tem "r" - maio, junho, julho e agosto.

Atualmente, Milton leva três meses para montar uma bicicleta de bambu, cujo quadro leve não chega a pesar dois quilos. Ele esclarece que não pretende industrializar e nem vender a idéia, mas aceita trabalho sob encomenda, por cerca de R$ 2 mil. Ele comenta que ainda pretende fabricar uma bicicleta com mais peças feitas de bambu, além do quadro. Como a patente da bicicleta é de domínio público, Milton diz que irá registrar o desenho do quadro de bambu. Milton começou a fazer a primeira bicicleta de bambu em 2001 que ficou pronta em 20 de outubro de 2002: "Há bastante tempo eu tinha essa idéia fixa na cabeça e resolvi colocar meu projeto em prática", revela, "Se Santos Dumont fez o 14 bis de bambu, porque não fazer o quadro de uma bicicleta?"


Milton fala sobre sua invenção: "Tudo começou como uma brincadeira, ia fazer para mim e meu filho achou que era para ele, já que eu havia lhe prometido uma bicicleta de aniversário. Mas tudo começou antes, em meados de 2000, quando desisti definitivamente de ser um corretor de imóveis, peguei o pouco que tinha e construí uma estufa para hidroponia toda de bambu, que ganhei do meu antigo empregador, Sr Rino Ferrari, que ao final de um ano deu muito trabalho e decepção. Depois de tudo abandonado no tempo levando chuva e sol, um dia fui me desfazer da bagunça para a construção de um jardim e um canil, notei então que algumas peças se recusaram a apodrecer e permaneceram íntegras, melhor, "estavam endurecidas pelo tempo", outros pedaços apodreceram rapidamente. Para encurtar, o diâmetro do bambú usado era igual ao do cubo do pé de vela de bicicleta, eu resolvi tentar, usando fibra de vidro na união das peças (Só eu uso o bambú para fazer as caixas de bola)."

Em 1986 Milton conseguiu um emprego como ajudante no Aeroclube de Rio Claro e o foi ajudante do mecânico Sr Rubens Biotto, com o qual aprendeu muito sobre estruturas e motores a explosão. Nos anos seguintes Milton tornou-se um vendedor e aproveitando oportunidades fez todos os cursos disponíveis em laminação e aplicações da fibra de vidro e resinas de poliéster disponíveis na época. Hoje Milton recupera resinas de poliéster e vende proteção contra fogo (para atender normas dos bombeiros), e fabrica as mais baratas bicicletas de bambú do mundo (e as mais fortes também).

O primeiro modelo Dsc03392 foi concluído no dia 20 de outubro de 2000. Milton confirma a robustez de suas bicicletas com base em testes realizados: "O motojeff é a bicicleta que apareceu no jornal de Rio Claro, que depois de ter andado 2500 KM, ganhou um motor e andou mais 700Km sem apresentar defeitos no quadro, tendo feito testes que ninguém tentou antes com uma bicicleta de bambú."

Fonte:
Jornal Cidade de Rio Claro, seção Intervalo página 17
Esta nota não é uma publicação oficial da UNICAMP, seu conteúdo não foi examinado e/ou editado por esta instituição. A responsabilidade por seu conteúdo é exclusivamente do autor.

sábado, 26 de julho de 2008

Seoul Design Olympiad 2008


14ª Paralela Gift - Palestras

Brasil: A economia de conhecimento natural


Segundo Mark Vanderbeeken, consultor de design e colaborador do Corre77 Design Magazine, a imagem do Brasil perante a inovação está mudando rapidamente. Cientistas brasileiros estão na vanguarda do desenvolvimento e da inovação com os biocombustíveis, pesquisas genômicas e softwares. Somos, hoje, o quinto maior produtor de publicações de informação científica, subindo oito posições em apenas uma década.

Um relatório do
UK think tank Demos argumenta que o brasil é "naturalmente um potencial econômico em conhecimento", onde a interrelacão entre conhecimentos, competências, meio ambiente, inovação determinam a chave para a vantagem competitiva.

Fatores como democracia, diversidade e criatividade juntamente com fatores próprios e sapectos da cultura brasileira são pertinetes para a ciência e inovação.

A publicação completa da autora Kirsten Bound em, PDF, e muito recomendada (em lingua inguesa) encontra-se disponível qui: Demos.co.UK.

Colaboração: Edson Xavier



Titânio & Design - A concepção de elementos

A extraordinária durabilidade, aparência e a aplicação em novos conceitos fizeram do titânio um material tecnológico e a partir dele foram criadas linhas de pesquisa e desenvolvimento que alcançaram diversos produtos, e em especial com a atuação de design.

O titânio passou a ser empregado em relógios de luxo, tacos de golf, raquetes de tênis, câmeras fotográficas, utensílios de cozinhas, móveis e jóias, abrindo uma fronteira de um material jovem e nobre. Chegou a ser apelidado de o "metal do futuro" no patamar histórioco da "idade do titânio", uma analogia à idade dos metais. Foram explorados diversos mecanismos publicitários entre eles os apelos com cartões de crédito: Titanium Visa e Titanium Master Card sendo transformado em um ícone de alto valor totalmete singular e diferenciado. Foi motivo na moda e no esporte. Força, resistência, relativa leveza, biocompatível e quimicamente inerte, são características ideais para o design: talheres, articulações artificiais , veículos, aeronaves, equipamento e caça, jóias, etc.

Anel em Titânio Negro com incrustação de platina
e um diamante fixado por tensão: US$ 880,00
Todas as grandes características desse metal fazem o contraponto inversamente proporcional em sua materialização na forma de objetos, com processos complexos da sua extração até seu acabamento (refinamento, fusão elevada, soldagem em altas temperaturas, fundição em altas temperaturas, corte, furação, polimento) apresentando desafios que elevam o desempenho tecnológico de outra áreas e o surgimento de novos desafios. Essa material não é só facilmente pela exacerbação de suas característica mas também pelo desafio de seu processamento. Todos esses elementos fazem dele um precioso metal. Em sua aplicação em utensílios, principalmente na cozinha, e especificamente em panelas a produção e a inserção do titânio é feita em uma peça com revestimento externo em cerâmica constituída por óxido de titânio e óxido de alumínio de altíssima dureza aplicada com espessura de 45 mícrons com a técnica de plasma a 20.000 graus centígrados. A linha de panelas Titânio, da marca italiana Ballarini, é produzida com tecnologia de ponta e ainda conta com o revestimento antiaderente Keravis (PTFE + Ti = teflon + titânio), que é tratado com partículas cerâmicas que conferem ao suporte de titânio, além de elevada antiaderência, resistência aos riscos e tolerância até mesmo ao emprego de utensílios cortantes especificados no manual.

A linha de panelas Titânio, da marca italiana Ballarini.



sexta-feira, 25 de julho de 2008

Titânio - Um material fantástico

História

O titânio não ocorre de forma livre e pura na natureza. O fantástico metal foi descoberto em 1791, na sua forma de óxido, pelo inglês William Gregor.
Gregor nasceu em Cornualha onde se interessou pela química. Graduou-se na Faculdade de St John (Cambridge) em 1784. Posteriormente, transferiu-se para Diptford em Devon. Após uma breve permanência em Bratton Clovelly transferiu-se permanentemente para a reitoria de Cornwall. Ali iniciou uma análise química notavelmente exata dos minerais de pegmatita (denominado de "Cornish Stone", na Europa). De um mineral local, uma forma de ilmenita do "Vale Menaccan", isolou o "metalmenaccanita" (primeiro nome do titânio) em homenagem ao nome do Vale. Em 1795 Martin Heinrich Klaproth descobriu um novo metal (TITANIUM) no mineral rutilo, demonstrando ser o mesmo elemento econtrado por Gregor. Gregor encontrou mais tarde o mesmo metal num Corindon do Tibete, e numa turmalina de uma mina local de estanho (famosos óxidos de titânio combinado aos elementos minerais).

Cristais de rutilo, a forma mais comum
de dióxido de titânio encontrada na natureza
(foto: Fersman Mineralogical Museum/Russian Academy of Science).

O Titânio permaneceu desconhecido até a década de 1920, quando sua extração, a partir de seu óxido na forma comum passou a ser refinado, mas sua utilização e a exaltação de suas propriedades, bem como sua utilização só tiveram projeção como material em aplicação bélica introduzido a partir da guerra-fria e pela corrida espacial. Começando na década de 1950 o titânio tornou-se uma matéria prima essencial na guerra tecnológica. A escolha do material foi baseada em suas característica extraordinárias: extremamente duro, cerca de 3 vezes mais se comparado ao aço, 42% mais leve, quimicamente inerte, resistente a altas temperaturas e condições enérgicas e baixo condutor térmico. Era utilizado na fabricação de mísseis, submarinos, ligas de armas de fogo, satélites, aviões e até mesmo no famoso Concord (Aeronave francesa muito famosa).

Disponibilidade

Embora seja o quarto material mais comum após o alumínio, o ferro e o magnésio, o óxido de titânio é o segundo elemento encontrado na natureza em dureza, atrás somente do diamante. É
o nono elemento mais abundante da terra e destaca-se por ter um processo de extração e separação extremamente difícil.

Nos anos 1950 os custos do material eram altíssimos devido a complexidade de extração e processos, atualmente, após a política desarmamentista e novas tecnologias de extração e beneficiamento tronou-se pouco mais disponível. Os japoneses nos anos de 1970 foram pioneiros na sua utilização para elaboração de vidros utilizados nas contruções de arrancha-céus devido a sua baixa taxa de expanção térmica junto ao vidro.



Um marco na intensificação desse elemento, sua fama e prestígio ocorreu em 1997, com a inauguração de uma maravilha arquitetônica: O Museu Guggenheim (Guggenheim Museum.pdf), em Bilbao, Espanha pela geniosidade do arquiteto Frank Gehry. Toda estrutura externa do museu foi revestida por chapas de titânio. Em seguida o material ganhou notoriedade quando aplicado na Tocha Olímpica dos Jogos de 1997 de Nagano, japão. Status de material tecnológico.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Olhar da Criação - I Circuito Mineiro de Design


Durante o período de 19 a 29 de agosto, Belo Horizonte será palco para o primeiro evento dedicado exclusivamente à criação. O Instituto Nuoo e o Ponteio Lar Shopping, com o patrocínio do Centro Minas Design, que é coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), vão realizar O Olhar da Criação - I Circuito de Design de Minas Gerais. O acontecimento vai contar com presença de inúmeros profissionais afamados nacionalmente e internacionalmente para debater e mostrar o campo de possibilidades onde a criatividade pode ser utilizada como principal instrumento de diferenciação no mercado.

Nesta primeira edição, o intuito é apresentar um panorama contemporâneo que valoriza a diversidade aliada à inovação, tecnologia, capacitação e pesquisa através de palestras, apresentação de cases e exposições. Este encontro criativo acontecerá nas dependências do Ponteio Lar Shopping, voltado para o público de profissionais e estudantes de arquitetura, design, comunicação, artes visuais e demais interessados.

Ademais, o encontro vai contar com palestras de Jum Nakao, estilista e diretor de criação, um dos mentores do Instituto Brasil de Arte e Moda, que através de imagens, palavras e sons, vai apresentar dados, estatísticas e possibilidades que nos fazem pensar: o modelo que copiamos nos cai bem? O evento contará também com Christian Hallot, embaixador da marca da H. Stern, que vai falar sobre o processo criativo de H.Stern nesta última década, abordando o conceito criativo das diversas coleções lançadas pela empresa; além de outros ilustres palestrantes.

Programação:

Palestras Magnas: Duas semanas de palestras, sendo 02 por dia, em auditório com capacidade para 250 pessoas. Programação Simultânea

Exposições Temáticas: Exposição “É possível viver sem cadeiras?” - Uma mostra de 100 cadeiras divididas entre peças com real utilização de época e peças atuais, oferecendo um panorama do olhar da criação de diversos nomes importantes do design internacional e nacional.

Exposição “II Mostra Jovens Designers” - Uma mostra dos melhores trabalhos de alunos de diversas escolas de design do Brasil. (Co-realização Associação dos Designers de Produto - FIAT AUTOMÓVEIS).

Exposição “Os Jovens Talentos da Moda Mineira” - Uma mostra que reune o melhor que Minas tem em matéria de Jovens Talentos na Moda.( Universidade Fumec).

Exposição “A Evolução do Design Gráfico do Jornal Estado de Minas” - A mostra de um case de sucesso, através da apresentação de peças que compõem uma evolução gráfica.(Co-realização Estado de Minas).

Exposição “Mostra UEMG” - Escola de Design da UEMG.


Palestrantes Convidados

Jum Nakao São Paulo
Auresnede Stephan
São Paulo
Centro Estilo FIAT
Minas Gerais
Sérgio Fahrer
São Paulo
Victor Dzenk
Minas Gerais
Maurício Queiroz
São Paulo
Júlio Takano
Lígia Fascioni
Santa Catarina
Daniel Francesco Landini
Minas Gerais
João Delpino
Minas Gerais
Christian Hallot
São Paulo
Christian Ullmann
São Paulo
Jorge Piretuza
Santa Catarina
Luciano Deos
São Paulo
Álvaro Duarte
Minas Gerais
Emmanuel Pinheiro
Minas Gerais
Janey Costa
Minas Gerais
Júlio Moreira
Minas Gerais
Renata Rubim
Rio Grande do Sul
Alexander Sugai
São Paulo
Frederick van Amstel
Curitiba

domingo, 20 de julho de 2008

Kor One Water

A companhia KOR (vale a pena conferir o site) acaba de introduzir uma nova garrafa de água e, acima de tudo, reutilizavel e com design e ergonomia de tirar o chapéu. Desenvolvido em parceria com a Eastman Tritan (desenvolvedor de tecnologia de polímeros / co-poliester) e RKS Design (escritório de Design). O produto tem um apelo bem interessante no que diz respeito ao ciclo de vida do produto e do uso (ACV/LCA). Um basta as famigeradas garrafinhas do tipo "mamadeira"! Disponível pela bagatela de US $ 30.




Skate Study House

Ícones do "design moderno"! Reinterpretados em skateboards (minha homenagem ao Pedro), essa é a proposta da exposição Skate Study House, de Pierre-André Senizergues - criador da Etnies - e Gil De Le Bon Lapointe. A viagem é o velho papo-furado para explorar o mundo do design de interiores e conceitos de design, com objetivos no desenvolvimento sustentável. O skate é a base do conceito.

Confira os originais e suas versões skater:

eameseames skate furniture

Eames Chair / Jetset (isso eu já ví em trabalhos de alunos!)

nelson bench skaternelson bench skater

Nelson Bench

nogushinogushi

Nagushi Cofee Table


Nespresso com Escala Pantone


Em consonância com a escala de objetos Pantone, aqui estão as novas Xícaras da Nespresso para os amantes de café. Cheios de cor, eles estão disponíveis na loja W2products pela bagatela de 10 x £72.00 (setenta e duas Libras!). Se fosse projeto de aluno... eu daria bomba!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

DESENVOLVIMENTO DA LINHA DE PESQUISA EM DESIGN NÁUTICO NA UFRJ


O Projeto tem por objetivo geral o desenvolvimento da linha de pesquisa interdisciplinar de Design Náutico na UFRJ, através da atuação conjunta de pesquisadores das áreas do Design e da Engenharia Naval, com vistas à estruturação inicial desta linha de pesquisa no emergente Programa Inter-Unidades de Pós-Graduação em Design da UFRJ.

As atividades profissionais de projeto de embarcações em bases científicas, tem sido tradicionalmente realizadas em todo o mundo por engenheiros e arquitetos navais. Nos últimos anos, com a expansão do mercado mundial de embarcações de lazer e de competição, tem-se verificado o surgimento da atividade de Design Náutico em várias universidades e centros de pesquisa nos países desenvolvidos, dentre os quais se destaca o Politécnico de Milão, com o Curso de Especialização em Design Náutico e o Curso de Mestrado em Yacht Design. Nestes cursos, o Design Náutico é considerado uma atividade de caráter interdisciplinar, realizada de modo geral por meio de equipes constituídas fundamentalmente por engenheiros navais e designers industriais, de modo a compor através da união de competências específicas, o novo campo de atividades comuns denominado de Design Náutico.

Esta nova especialidade do Design ainda é considerada como de caráter experimental no Politécnico de Milão, encontrando-se atualmente em seu quinto ano de existência. Entretanto, a estruturação acadêmica e científica desta atividade na Itália não é fortuita. Segundo a visão italiana, o mercado náutico necessita de fato de profissionais com uma formação especializada de pós-graduação, e por este motivo, o mestrado em Yacht Design do Politécnico de Milão foi criado para dar resposta a uma intensa demanda da formação no campo náutico do desporto. Como consequência dessa visão estratégica do Design, voltada à interação de diferentes áreas do saber, a Itália é hoje líder mundial do mercado náutico, vendendo seus produtos e tecnologias para todos os países, inclusive o Brasil.

Considerando a enorme dimensão do litoral de nosso país, e o enorme potencial de desenvolvimento da atividade de Design Náutico em nosso país, o presente projeto de pesquisa se justifica pelo fato de seus objetivos buscarem promover na UFRJ a sinergia entre as diversas áreas do conhecimento com vistas ao desenvolvimento do setor náutico brasileiro. Entretanto, a principal justificativa do projeto se deve ao fato desta pesquisa se constituir em uma etapa importante do objetivo maior de criação do Programa Inter-Unidades de Pós-Graduação em Design da UFRJ. Esta meta se apresenta em conformidade com o Plano Estratégico para a Pesquisa & Desenvolvimento em Design no Brasil DI / CNPq, no que tange aos seus objetivos específicos.

A meta de criação do Programa Inter-Unidades de Pós-graduação em Design da UFRJ, se apresenta também em consonância com as políticas do Governo Federal e o Plano Plurianual (PPA), particularmente no que tange ao desenvolvimento científico e tecnológico de produtos, processos fabris e serviços de interesse dos setores de Transportes Aquaviários e da Construção Naval em seus aspectos de pesquisa e de inovação, visando à sua comercialização, à substituição de importações, à busca de novos mercados e ao atendimento dos interesses do país.

Departamento de Desenho Industrial - UFRJ
EDITAL MCT/CNPQ 02/2006 - UNIVERSAL
Coordenador: Ricardo Wagner

Literatura - Aplicação de Materiais Compósitos em Embarcações


Jorge Nasseh é mestre em ciências em engenharia naval, presidente da empresa Barracuda Technologies, vice - presidente da ACOBAR .

Seus livros:

>> Barcos - Métodos Avançados de Construção em Compósitos - Jorge Nasseh


Um construtor iniciante ou profissional, irá encontrar informações sobre materiais e técnicas de construção avançada para fabricação de barcos em material composto. Feito no tamanho carta, 21,6 cm x 28 cm, e seu miolo em papel couchê 115 gramas, o livro traz 40 desenhos feitos a mão pelo autor, além de gráficos e tabelas comparativas. Conta também mais de 450 fotos ilustrando e demonstrando o passo a passo de todos os processos.

Conteúdo do livro:

1 - Introdução
2 - Considerações do Projeto e Materiais
3 - Construção em Srip Planking
4 - Construção a Vácuo
5 - Construção pelo Método de Infusão
6 - Determinação de Espessuras
7 - Detalhes Estruturais
8 - Tabelas de Conversão



>> Manual de Construção de Barcos - Jorge Nasseh

Nesta publicação, seja um construtor iniciante ou profissional, irá encontrar informaçõs sobre materiais e técnicas para construção de barcos em material composto a partir de uma vasta série de tópicos, ilustrações e fotos interessantes.19,4x26,4cm, 400 páginas, 377 fotos, gráficos e tabelas.

1 - Projetos & Planos
2 - Ferramentas
3 - Materiais
4 - Fibras de Reforço
5 - Resinas
6 - Materiais Sandwich
7 - Madeira como Material Estrutural
8 - Outros Materiais
9 - Fixações
10 - Adesivos
11 - Tintas, Vernizes, Fillers e Osmose
12 - Considerações de Projeto
13 - Condições de Fabricação
14 - Desenhando as Linhas do Casco
15 - Construção de moldes
16 - Construção em FRP
17 - Construção em Madeira
18 - Sistema Hidráulico
19 - Sistemas de Propulsão
20 - Sistemas Elétricos
21 - Interiores
22 - Manutenção
23 - Reparos em Barcos de Fibras
24 - Tabelas de Conversão


Desing Náutico Luso Brasileiro



O Brasileiro
Luiz de Bastos faz sucesso nos EUA desenhando lanchas e iates de até 420 pés que valem mais de US$ 20 milhões. Não há quem freqüente as tradicionais feiras náuticas nos Estados Unidos e não o conheça. É como uma grife quando o assunto é design de barcos. Ele respira iates, pensam em lanchas e sonha com mar 24 horas por dia. Talvez seja por isso que ele tem feito tanto sucesso em um país cujo mercado náutico gira em torno de 1 milhão de unidades por ano.



Luiz de Basto, de 52 anos é português naturalizado brasileiro, dono do estúdio Luiz de Basto Design e vencedor de vários prêmios de design nos Estados Unidos. Saiu de São Paulo, na década de 90, para morar na Flórida, nos EUA. Batalhou espaço em uma época que não havia espaços para área náutica, mostrou trabalho e conseguiu deslanchar em um mercado onde predominam profissionais americanos.



Luiz de Basto cursou arquitetura no Mackenzie e nunca havia imaginado entrar nessa área, queria apenas desenhar carros. Em 73, o pai de uma amiga sua queria fazer um barco onde então teve sua primeira experiência. Montou o Studio Villa Design e desenhou várias embarcações no País. Mas os ventos do Plano Collor, em 90, mudaram o rumo de sua vida. Não avia trabalhos de projetos náuticos no Brasil então embarcou para os Estados Unidos em busca de trabalho. Para lá, levou um de seus projetos mais inovadores para a época: um barco que virava trailer. O sucesso foi tanto que Luiz fincou os pés na terra do Tio Sam. Hoje, faz projetos para milionários do mundo inteiro. Entre os seus barcos está o Yara. Encomendado por um magnata do Oriente Médio, ele tem 138 pés e um design parecido com o de uma lancha off shore. Outro projeto é o Genesis 153, iate de US$ 22 milhões que foi vendido em três dias de exposição e esbanja luxo. São quatro andares, cinco camarotes, biblioteca, academia de ginástica e elevador. A suíte principal tem 200 m2 e é decorada com móveis do estilista Ralph Lauren.

Site: http://www.luizdebasto.com